Ensaios

Tudo é ilusão. Sonhar é sabê-lo.


De 0 a 20: Quem disse que estou apaixonada? Não estou...

No me olvides yo me muero
Amor mi vida es sufrimiento
Yo te quiero en mi camino
Por vos cambiaba mi destino
Ay, abrázame esta noche
Aunque no tengas ganas
Prefiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acércate a mí
Abrázame a ti por Dios
Entrégate a mis brazos.
Tengo un corazón penando
Yo sé que vos lo está escuchando
Con mil lágrimas te quiero
Pasión sos mi amor sincero
Ay, abrázame esta noche
Aunque no tengas ganas
Prefiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acércate a mí
Abrázame a ti por Dios
Entrégate a mis brazos.
Rodrigo Leão

Repito: como não adivinhamos logo, perante certas situações, a sua qualidade de únicas, de diferentes? Diferentes na sua natureza profunda, mesmo quando parecem iguais? Compromisso: permanecer atento a tudo quanto sucedem, saber distinguir naquilo que acontece o que virá (ou poderá vir) a ter futuro e não morre ali. Por exemplo: imaginei eu então que acabaria por alinhavar estas palavras, embora há muito tempo estivesse à espera dum estímulo para escrever nem sabia bem o quê (comprara em Paris um caderno quadriculado com esse ignorado destino)?






Ando com uma sede inesgotável de livros. Livros não, romances.
Leio-os às dezenas, um por noite, incansavelmente, incessantemente.
E no fim de cada um, esta sede aumenta. Aumenta porquê?...
Ando afinal à procura de quê?... Do romance em mim?...



Fugindo à tradição...
OUT
Analisar-me, conhecer-me, enfrentar-me.
IN
Fazê-lo contigo.
De 0 a 20: Alinhas?
Uma cicatriz viciosa
é uma das distrofias dérmicas
que pertencem ao leque das
dermatoses pré-cancerosas.



Para Conrad que, tal como Kraepelin, defendia a unidade das esquizofrenias, o que está fundamentalmente em causa nesta doença é «a faculdade de transposição de um para outro sistema de referência». Esta faculdade pode ser exemplificada na percepção do movimento: «só podemos experimentar os movimentos, enquanto tais, a partir de uma imobilidade, ou seja, em referência à superfície terrestre. (...) Contudo estamos frequentemente disponíveis para mudar o ponto de referência quando, por exemplo, num comboio nos encontramos «em repouso» - tomando-nos a nós próprios como ponto de referência para o movimento dentro do comboio - e no momento seguinte em que, por uma simples olhadela através da janela, nos damos conta de estar na verdade em movimento». Outro exemplo: «Alguém chama da rua. Antes de mais somos o ponto médio do nosso mundo e pensamos que alguém nos chama, ou seja, vivemos o chamamento como dirigido em referência a nós próprios. Olhamos a seguir pela janela e informamo-nos de que o chamamento não é para nós, mas sim para o outro. Neste momento transpomo-nos para outra relação de significação. Processou-se então uma mudança no sistema de referência».
PA, JB e CR
De 0 a 20: Referências e mais referências.